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Covid-19: Donos de espaços de diversão nocturnos temem que negócio esteja “condenado”


texto: José Roque / foto: DR/Arquivo sexta, 05 junho 2020

Poucos dias depois do início da terceira fase de desconfinamento, o País está ainda a tentar encontrar o seu caminho naquilo que se tem vindo a chamar de ‘nova normalidade’. No entanto, esta nova realidade implica alguns ajustes e a criação de condições muito específicas para que se reduza ao máximo o risco de contágio, tanto a nível pessoal, como profissional. E se a maioria das actividades já teve autorização para reabrir as portas depois de várias semanas de clausura, o mesmo não podem dizer os proprietários de espaços de diversão nocturnos (discote­cas­/bares com pista de dança) que esperam e desesperam por uma solução.
Para além dos enormes prejuízos para quem tem a ‘casa’ fechada há quase três meses, junta-se uma dor maior: o despeito. “O Governo devia ter consideração pelas pessoas que trabalham nesta área e não está a ter, porque nem uma palavra disse até agora”, resumiu Mário Brilhante, proprietário do Anubis, espaço de diversão nocturno emblemático no coração da cidade de Leiria. (...).


Dono da Palace Kiay teme pelo futuro
Quem também condena a falta de respostas por parte do Governo é Jorge Duarte, proprietário da mítica discoteca Palace Kiay, nas Meirinhas, Pombal. Para o empresário, enquanto as entidades competentes não se pronunciarem, os donos de espaços nocturnos ficam “de braços atados”.
“É um silêncio total. Estamos a falar de uma casa com 37 anos, que tinha um ‘andamento’ muito forte na região Centro e que está a ter um prejuízo muito grande. Estamos a falar de cerca de 40 a 50 postos de trabalho directos e indirectos. Nós sub-contratamos mui­ta gente e sabemos que eles estão com a ‘corda ao pescoço’, porque muito deles dependem só disto”, frisou Jorge Duarte.

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