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Investimento direto estrangeiro em Portugal sobe para 13,2 mil ME em 2024
O investimento direto estrangeiro em Portugal subiu 13,2 mil milhões de euros em 2024, 3.500 milhões dos quais referentes a imobiliário, ascendendo o ‘stock’ de investimento direto do exterior a 71% do PIB, divulgou hoje o BdP.
As transações de investimento direto do exterior (IDE) subiram 18,9% face aos 11,1 mil milhões registados em 2023, "devido sobretudo ao investimento realizado no capital de entidades portuguesas (11,1 mil milhões de euros)", explica o BdP.
"As transações de IDE refletem também um contributo significativo do investimento imobiliário, no valor de 3,5 mil milhões de euros", acrescenta o banco central.
Os países europeus foram os que mais investiram em Portugal no ano passado, com destaque para Espanha (3,8 mil milhões de euros), Luxemburgo (3,1 mil milhões de euros) e Países Baixos (1,4 mil milhões de euros).
Enquanto Espanha investiu mais nas regiões Centro, Península de Setúbal, Alentejo, Norte e Oeste e Vale do Tejo, o Luxemburgo foi o principal país investidor na Região Autónoma da Madeira (33%).
Já os Países Baixos foram o principal investidor na Grande Lisboa (21%).
Por outro lado, as transações de investimento direto de Portugal no exterior totalizaram 7,2 mil milhões de euros (5,7 mil milhões de euros em 2023).
Este investimento foi também realizado maioritariamente em entidades residentes em países do continente europeu, em particular, nos Países Baixos (1,8 mil milhões de euros), em Espanha (1,1 mil milhões de euros) e no Luxemburgo (1,1 mil milhões de euros).
Tendo em conta estas transações, no final de 2024, "o stock de investimento direto estrangeiro em Portugal era de 200,3 mil milhões de euros, e o de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) era de 76,0 mil milhões de euros", indica o BdP, montantes que representavam, respetivamente, 71% e 27% do PIB português.
No que diz respeito à distribuição pelo país, a Grande Lisboa era a região que concentrava o maior valor de IDE: 106,2 mil milhões de euros, o que se traduz em mais de metade (53,0%) do stock de IDE.
"Seguiam-se o Norte, com 34,6 mil milhões de euros (17,3% do total de IDE), e o Algarve, com 19,5 mil milhões de euros (9,7% do total de IDE)", indica o BdP.