
"O turismo tem sido, e deve ser cada vez mais, uma atividade geradora de riqueza e potenciadora do desenvolvimento territorial"
O que o levou a concorrer à presidência da Turismo Centro de Portugal?
A decisão de me apresentar como candidato à TCP surgiu de uma conjugação de fatores. Em primeiro lugar, por respeito à memória do Raúl Almeida, que me deu o gosto de ser meu amigo e que estava profundamente empenhado em potenciar, ainda mais, a Região Centro como território de excelência. Para além disso, a riqueza do património histórico, dos recursos naturais, desde a serra às praias, da cultura, das tradições, da gastronomia da nossa região foi uma motivação extraordinária, porque não obstante a excelência do trabalho dos anteriores presidentes, a verdade é que ainda há muito caminho a percorrer. Como um apaixonado pelo território que sou, não havia outra decisão a tomar que não fosse a de abraçar este grande desafio e apresentar a minha candidatura.
Esteve na BTL há poucas semanas, como “sentiu” este setor, tão importante para a economia nacional?
A BTL foi uma montra extraordinária da variedade, da riqueza e do potencial turístico da TCP. Ficou claro, nesses dias, a enorme pujança que o setor do turismo tem e o grande potencial de desenvolvimento que representa para a nossa região. Os projetos apresentados na BTL, como as Estradas com História, as parcerias com Espanha, o Turismo Industrial e os Itinerários Napoleónicos, reforçam, de forma significativa, a nossa oferta e são registos da memória e da história do Centro de Portugal. Emoções e experiências únicas no coração de Portugal, foram uma das marcas que a BTL deixou evidente e que vai muito de encontro ao que os turistas procuram: desde o silêncio do Santuário de Fátima, ao ritmo frenético do Rally de Portugal, às ondas da Nazaré, à singularidade da Serra da Estrela, o Centro de Portugal é claramente um País dentro do País.
No caso concreto do Centro de Portugal, o que deve ser feito para fazer desta uma região ainda com melhores resultados nesta área?
A diminuição da sazonalidade, o aumento da estada média e a qualificação dos RH devem ser objetivos prioritários. O turismo tem sido, e deve ser cada vez mais, uma atividade geradora de riqueza e potenciadora do desenvolvimento territorial. Para esse reforço, é fundamental diminuir a sazonalidade e aumentar a permanência dos turistas trazendo estabilidade e confiança para os operadores e agentes turísticos do território e dar garantia de que dispomos dos RH necessários e qualificados. O caminho da TCP é feito de múltiplos desafios, na minha opinião, estes deverão ser encarados como prioritários.
Se vencer as eleições desta quinta-feira, qual será a sua primeira medida?
A minha prioridade passará por conhecer a equipa da TCP, eu sou e sempre fui um impulsionador do trabalho em equipa e pelo que já me foi dado a conhecer, a TCP tem uma equipa reduzida, mas muito competente. Paralelamente, quero manter os contactos que tenho vindo a ter com os agentes, associações e operadores, perceber as suas expetativas e os desafios que enfrentam e ainda implementar um projeto que entendo ser estruturante na qualificação dos trabalhadores do setor do turismo.