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Leiria entre os distritos com mais casos de violência escolar

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2024 revela um aumento de crimes nas escolas. No distrito de Leiria, as autoridades registaram 258 casos.

O apelo parte dos diretores escolares. É necessário o reforço de equipas para apoiar alunos e controlar a violência em contexto escolar e onde o aumento de criminalidade esconde muitas vezes histórias de crianças negligenciadas pelas famílias.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2024 revela um aumento de crimes nas escolas. No ano letivo de 2023/2024, as forças de segurança registaram 5.747 ocorrências de natureza criminal, o valor mais elevado da última década.
É nas escolas dos distritos de Lisboa e Porto que se regista a maioria das ocorrências, 2.044 e 1.133, respetivamente, mas também há centenas de casos em Setúbal (707), Aveiro (434), Faro (416), Braga (383), Leiria (258) ou Santarém (249), segundo o RASI, que revela que quase metade dos crimes são agressões físicas (2.249), mas também houve quase mil furtos, 171 ofensas sexuais, 117 roubos e 76 ocorrências por posse ou uso de arma.
As agressões acontecem quase sempre entre alunos, mas também há casos em que os professores e restantes funcionários se tornam vítimas dos alunos, contou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.
As escolas contam com serviços de psicologia e são os psicólogos e mediadores sociais quem, muitas vezes, sinaliza as crianças e jovens em risco. Nos casos mais graves, são encaminhados para os centros de saúde ou hospitais.
“Estes números refletem aquilo que se passa cá fora na sociedade. As pessoas estão muito mais agressivas e impulsivas”, defendeu, em declarações à Agência Lusa.
Nas escolas, professores e funcionários notam que os alunos já “não resistem a uma resposta negativa, partem logo para a agressão e acabam por tentar resolver um problema criando outro”, contou Filinto Lima.
Mas alertou que há “muitas escolas que necessitam de ver os seus quadros de psicologia reforçados” e por isso apelou ao Ministério da Educação para que faça um levantamento para perceber “onde colocar mais técnicos especializados para dar resposta a estas questões e tentar conter este escalar de agressividade e violência”.
Os técnicos que trabalham as competências emocionais dos alunos encontram, invariavelmente, crianças e jovens que “estão ao deus-dará”: “Temos muitos alunos cujos pais não se interessam pela vida deles nem pela escola. Temos pais de alunos que nunca vimos. São alunos que estão abandonados, estão ao deus-dará”, lamentou o diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos.

Abril 2, 2025 . 13:30

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