O clube de futebol e a escola: uma aldeia que educa
Para educar uma criança é preciso uma aldeia, diz-nos um provérbio africano. A minha aldeia, que se propõe a educar crianças, é um clube de futebol de formação e a escola desses atletas.
Ninguém duvida que o desporto emerge como um espaço educativo. Para Rúben Amorim, “os treinadores da formação têm de gerir detalhes muito mais delicados e decisivos na definição do ser humano que está à sua frente [do que os treinadores dos seniores]”. Essa perspetiva exige que se reflita não só o papel dos treinadores, mas essencialmente o das estruturas das organizações desportivas.
Quando olhamos para um clube de formação com as suas centenas de atletas, como acontece na minha aldeia, não estamos apenas a contemplar jogadores. Estamos a encarar crianças e alunos. No relvado coexiste, no mesmo indivíduo, o atleta que sonha evoluir, a criança que quer brincar e o aluno que procura aprender.
Aqui, a visão de um educador torna-se indispensável e a sua inclusão na estrutura do clube deve ser um desígnio e um objetivo de todos.
Ao educador, num clube de formação, cabe a gestão de um departamento escolar, pessoal e social, em efetivo funcionamento.
Este departamento não apenas realça que poucos atingirão o sonho de ser profissionais e previne o abandono escolar, como também promove o desenvolvimento cívico dos atletas, com formações em nutrição, ética desportiva, mental coach, e projetos como educação financeira e leitura a pares.
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