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10 arguidos por burla qualificada e branqueamento de capitais

Foram realizadas 20 buscas, 13 domiciliárias e sete em veículos, nas localidades de Pombal, Moimenta da Beira, Braga, Magoito, Amadora, Queluz, Agualva-Cacém, Loures

Duas empresas e oito pessoas foram constituídas arguidas na quarta-feira pelos crimes de burla qualificada, branqueamento de capitais e associação criminosa durante uma operação realizada em várias zonas do país, informou hoje a GNR de Viseu.

Os suspeitos que atuavam em rede “recorriam a diversos métodos fraudulentos para se fazerem passar por instituições/entidades de solidariedade devidamente reconhecidas, abordando cidadãos em locais de grande afluência, a fim de angariar dinheiro indevidamente”.

Em comunicado, o Comando Territorial de Viseu da Guarda Nacional Republicana (GNR) adianta que a operação “The Scheme”, na qual foram constituídos arguidos oito homens, com idades entre os 24 e os 76 anos, e duas empresas, resultou do decurso de uma investigação que decorria desde 2020.

Na sequência da investigação, foram realizadas na quarta-feira 20 buscas, 13 domiciliárias e sete em veículos, nas localidades de Moimenta da Beira, Braga, Magoito, Amadora, Queluz, Agualva-Cacém, Loures e Pombal.

Durante as ações, foram apreendidos 27.843 euros em numerário, dezenas de artigos de vestuário e bens associados a instituições/entidades de solidariedade, seis telemóveis, um tablet, dois computadores, extratos de transferências e de depósitos bancários (alguns internacionais) e cartões de identificação.

Em conferência de imprensa, o comandante em suplência do Destacamento Territorial de Viseu da GNR, tenente João Gomes, esclareceu que os detidos “são maioritariamente oriundos do distrito de Viseu”.

“Os suspeitos atuavam em rede, altamente móvel, em todo o território nacional, e usavam elementos fraudulentos [como coletes vermelhos] para se fazerem passar por outras pessoas e entidades de solidariedade social, maioritariamente bombeiros”, especificou.

João Gomes disse ainda que atuavam em “espaços de elevada afluência” como, por exemplo, feiras, e em espaços de paragem de trânsito como cruzamentos e entroncamentos ou ainda semáforos.

Este responsável esclareceu ainda os jornalistas que os suspeitos, quando abordados pelas autoridades, “apresentavam documentos oficiais e verdadeiros de concursos autorizados” e, nessa hora passavam rifas às pessoas.

“Eles agiam um bocadinho a coberto desses concursos, mas, na generalidade, não davam rifas, faziam era peditório”, especificou João Gomes.

A operação envolveu 68 militares, contando com o reforço da estrutura de Investigação Criminal e da valência territorial dos Comandos Territoriais de Braga, Leiria e Lisboa, e da Direção de Investigação Criminal da GNR.

Abril 3, 2025 . 11:37

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