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A Lenda de El-Rei D. (José)… Cid

Abril 3, 2025 . 17:00
Opinião: "Com o século XX a terminar, surpreende mais uma vez, desta feita com “Fados de sempre”, disco que revela um Cid fadista, com alma. Grava poetas maiores, como Garcia Lorca, Camões, Fernando Pessoa, Natália Correia, Pablo Neruda, e grava também “Como o macaco gosta de banana” e “Favas com chouriço”, que fazem furor nas festas universitárias e fazem também “urticária” aos meios mais intelectuais”.

Há 69 anos, já tinha uma banda rock chamada “Os Babies”, quando ele era pouco mais que isso mesmo, um baby, tinha então 13 ou 14 anos. Passados quase 70 anos, sete décadas, uma montanha de anos, ele anda por aí, como andam alguns rapazes da sua idade, como Paul McCartney, Bob Dylan, Joan Baez, Paul Simon ou Mick Jagger, entre outros, tal como eles, a fazer o que melhor sabem… música.
“Nasci para a música”, diz ele e já deu mais do que provas disso. Pop, rock (sinfónico, progressivo ou outro qualquer), folclore, fado, fandangos, baladas, o que quiser.
Nos anos 60 formou o grupo de Jazz do Orfeon de Coimbra e depois a mítica banda Quarteto 1111. Com esta última, agitou um país culturalmente amorfo, mostrou estar muito à frente em termos culturais e pagou por isso, ao ver proibidas pela censura, nada menos que 28 canções. E estava tão à frente que ainda hoje o Quarteto 1111 é uma referência, inclusive internacional, com a estrela americana, Jay-Z (marido de Beyoncé), a utilizar parte de um tema do Quarteto, num dos seus mais recentes trabalhos. Uma dezena de singles, de entre os quais destaco os intemporais “Todo o mundo e ninguém”, “Ode to the Beatles” ou “Saber a povo” e três álbuns, um deles, “Onde, quando, como, porquê, cantamos pessoas vivas”, para mim, um disco genial, fundamental na história da música portuguesa, um dos discos da minha vida.

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